Ficámos a saber, pela Comunicação Social, que mais de um milhão de portugueses não tem médico de família.
A frieza dos números revela que em 2005 estavam inscritos nos Centros de Saúde 10.535.199 utentes e que destes, 9,6 por cento não têm acompanhamento de médico de família.
Diz o mesmo estudo que no distrito de Bragança todos os utentes têm médico de família em contraponto com o de Setúbal onde 26,7 por cento não tem médico de família.
Poder-se-á tirar como ilação que no distrito de Setúbal o poder económico é maior e, como tal, os habitantes dispensam tal beneficio do Estado?
É tarefa de difícil concretização dar um médico de família a cada cidadão.
O que acontece em Portugal é que cada vez há menos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar e os que há, estão quase na reforma.
Verifica-se actualmente a mercantilização da saúde e a sua privatização, que assenta na desresponsabilização do Estado, do seu dever de assegurar o direito à saúde, transferindo para os utentes o pagamento de grande parte das despesas.
Por outro lado, a culpa não é só do Governo.
Têm sido abertos concursos para os Centros de Saúde das áreas populacionais mais carenciadas e esses concursos normalmente ficam desertos, porque não há médicos interessados em preencher as vagas.
E por que não tentar explicar qual o motivo que leva os médicos a não concorrerem!
Afixado por: frs em julho 13, 2006 08:59 PM